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OPUS ALQUÍMICA

POR MARIA TEREZA ANATER

"Por milênios os processos alquímicos fascinaram a humanidade. Nomes como Nicolau Flamel, Paracelso, Hermes Trismegistus, Josephus Quercetanus, povoam o imaginário popular.

A pedra filosofal, que a tudo transforma em ouro, e o elixir da vida eterna foram as buscas que orientaram os mestres alquimistas. A alquimia, contudo, pereceu em sua própria obscuridade, “obscurum per obscurius, ignotum per ignotius” (o obscuro pelo obscuro, o desconhecido pelo mais desconhecido).

Carl G. Jung, em seus últimos anos de vida, resgatou o estudo destes cientistas,  compreendendo que o alquimista, ao trabalhar as transmutações, estava em uma relação não apenas com a matéria mas com seu próprio inconsciente.  Para Jung, a psique do artista mantém-se intimamente ligada à obra, não só como mediadora, mas também como origem e ponto de partida, estabelecendo uma relação simbólica entre seus processos individuais e sua obra, um encontro com sua riqueza interior.

Nesta série de imagens, busco retratar, simbolicamente, processos psíquicos propostos a partir da psicologia analítica de Carl Gustav Jung."